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A nossa história

A Quinta de Sant’Ana tem sido a nossa vida nestes ultimos trinta anos, a ela dedicámos a nossa alma e coração. Tem sido uma experiência maravilhosa, que não teríamos desejado de maneira diferente!

“Depois de uma esgotante viagem de 24 horas desde a Alemanha, foi numa noite fria de outubro que o cansado James finalmente chegou. O meu pai tinha-lhe dado duas coisas: a chave da casa e uma palavra em português. A chave não entrou na fechadura. Só lhe restava a palavra. Foi então que decidiu seguir uma luzinha vinda da adega, onde encontrou alguns alegres habitantes locais a pisar uvas.
Foi com um copo de vinho tinto, o mais escuro e revigorante que alguma vez provara, que James foi recebido e bastou mencionar a palavra “chave” para lhe abrirem a porta de casa. E assim começou a aventura. O meu pai já devia saber que a chave não ia entrar na fechadura, mas a palavra que lhe ensinou acabou por ser a chave para uma vida completamente diferente…
Inspirado pelas pessoas com quem se cruzou durante a vida e pelo campo onde viveu em Inglaterra, poderia desde logo ter dito que mais tarde ou mais cedo seria o James quem viria a tratar da quinta. E assim, em 1999, com uma atitude muito otimista por parte do James e alguma hesitação da minha parte, mergulhávamos na grande aventura de replantar as nossas primeiras vinhas. Trabalho árduo, muita brincadeira, sorte de principiante, colheitas frustrantes e gratificantes tudo isto faz parte da vida de um produtor de vinho. Mas nada fez parar James que continua a dedicar-se com uma grande visão, carinho e uma ternura quase paternal tanto à vinha, como à adega e, como não poderia deixar de ser, ao copo! -Ann

“Quando há vinte sete anos nos mudámos para a quinta abandonada dos pais da Ann, onde ervas daninhas e promessas coabitavam em todos os seus recantos, não fazíamos ideia que isto se iria transformar no nosso projeto de vida. Uma coisa é certa: entrámos inocentemente nesta enorme aventura, desbravando o nosso caminho, enveredando por atalhos e fazendo desvios, sofrendo inúmeros fracassos, mas agora que olho para trás reconheço que nos divertimos imenso e aprendemos muito sobre a vida.
Sempre acreditámos que a junção de “bom-senso” com “boa gente” resulta em “bom trabalho”. Se calhar podíamos ter conseguido fazer mais lucro com o nosso negócio ao longo dos anos, mas para isso não podíamos ter sido tão românticos e teríamos que ter estado mais focados nos números. Só que havia uma família para criar, animais para tratar, uma vila e pessoas com quem nos queríamos relacionar, festejos, tínhamos basicamente uma vida para viver e essa foi sempre a nossa ideologia.
Somos os dois empreendedores por natureza. Olhamos bastante para o futuro e à nossa volta, ideias criativas é coisa que não nos falta, não conseguimos dormir tal o entusiasmo quando lançamos um novo projeto, e às vezes por preocupação. Mas sempre que decidimos abrandar aparece logo outra oportunidade irrecusável e, na maioria das vezes, aceitamos o desafio. ” – James

Era uma vez

UMA ANTIGA E ROMÂNTICA QUINTA...

Esta romântica Quinta, situada junto à Tapada de Mafra (antiga reserva de caça dos monarcas portugueses), remonta a 1633. Desde então, passou pelas mãos de muitos proprietários das mais diversas origens, mas todos eles com algo em comum: um fascínio por esta quinta inserida entre colinas na fértil região saloia, onde se cultivavam muitos dos bens que alimentavam a população de Lisboa. A beleza da Quinta deve-se ao legado deixado pelos seus inúmeros proprietários.

“Tudo na nossa infância era excêntrico”, diz Ann, “apesar de na altura não nos apercebermos”. Ann e os seus irmãos tiveram uma infância feliz na Quinta de Sant’Ana. “Houve várias coisas que não mudámos para deixar para a próxima geração, incluindo a nossa querida ama Virgínia.

DE FACTO,

ser pai dos nossos sete rapazes, significou que James estava sempre acompanhado por um número crescente de pés que, mal conseguiam andar, o seguiam pela quinta. De trator, moto ou pónei, nas vinhas ou no jardim, olhei sempre para o James como sendo aquele pai dos livros de histórias, cheio de paciência e amor, e agora sei que isto é o melhor que se pode ter para criar raízes fortes.

Temos sorte por poder viver e trabalhar numa paisagem deslumbrante, que nos permite criar os nossos sete filhos neste fascinante recanto do mundo. Acima de tudo, a Quinta de Sant’Ana é a casa da nossa família.